sexta-feira, 12 de março de 2010

Semana da Mulher: Atendimento sobre violência contra a mulher aumenta 49%

O Ligue 180 registrou, de janeiro a dezembro de 2009, 401.729 atendimentos, o que representa um aumento de 49% em relação a 2008, quando foram contabilizados 269.977 atendimentos.

A Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 é um serviço que foi implantado em 2005 pela SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres). Trata-se de uma central de atendimento telefônico que funciona ininterruptamente, inclusive finais de semana e feriados. A ligação é gratuita e pode ser feita a partir de qualquer local do país.

Parcela significativa do total de atendimentos refere-se à busca por informações sobre a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que registrou ao longo do ano passado 171.714 atendimentos, contra 117.546 em 2008, o que corresponde a um crescimento da ordem de 47%.
Segundo o documento divulgado pela SPM:

"Dos 40.857 relatos de violência, a maioria dos agressores são os próprios companheiros. Do total desses relatos, 22.001 foram de violência física; 13.547 de violência psicológica; 3.595 de violência moral; 817 de violência patrimonial; 576 de violência sexual; 120 de cárcere privado; 34 de tráfico de mulheres; 8 de negligência; e 154 outros. Na maioria das denúncias/relatos de violência registrados no Ligue 180, as usuárias do serviço declaram sofrer agressões diariamente (70%).

De acordo com a ouvidora da SPM, Ana Paula Gonçalves, a veiculação em rede nacional da campanha institucional ‘Uma vida sem violência é um direito de todas as mulheres’, lançada em novembro passado para divulgar o Ligue 180, é um dos responsáveis pelo aumento na demanda, junto a maior divulgação da Lei Maria da Penha.

Melhorias tecnológicas e capacitação dos atendentes também são apontadas como motivos para o acréscimo nos atendimentos da Central. No ano passado, ao completar quatro anos de funcionamento, o Ligue 180 teve sua estrutura de atendimento ampliada, passando de 20 para 50 pontos de atendimento. A Central também passou a funcionar por meio da tecnologia VOIP - Transferência Direta de Chamadas –, que permite sistematizar automaticamente os dados das chamadas recebidas (data, local de origem, hora e duração da chamada).

Chamada Ativa - Foi implementado, ainda, o sistema de “chamada ativa”, para a geração de chamadas a partir da Central, viabilizando o acompanhamento das denúncias junto aos órgãos a que estas foram encaminhadas, bem como o monitoramento da Rede Especializada de Atenção à Mulher Vítima de Violência (DEAMs, Centros de Referência, Casas Abrigo, Juizados Especializados, Defensorias da Mulher). Para tanto, a Central contará com 60 canais para geração de chamadas."

Para ampliar e aprofundar as questões envolvidas, a Agência Patrícia Galvão sugere à imprensa as seguintes abordagens, com indicação de fontes qualificadas:

• Como funciona o Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher?

• A maioria dos pedidos de informações refere-se à Lei Maria da Penha. Quais são as dúvidas mais frequentes?

• Após a Lei Maria da Penha, aumentaram os serviços que atendem mulheres vítimas de violência?
• Serviços de violência são poucos e mal divulgados; mas, se forem mais divulgados, darão conta da demanda?

Maiores Informações:
 http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/
 http://www.violenciamulher.org.br/  


      

Semana da Mulher - Vanessa Ribeiro Mateus: “Uma mulher apanha dentro de casa no Brasil a cada 15 segundos”

Vanessa Ribeiro Mateus, titular do primeiro juizado dedicado à violência contra a mulher em São Paulo, afirma que a cultura ainda faz com que as pessoas achem que bater, desde que seja na mulher e dentro de casa, não é tão grave


A juíza Vanessa Ribeiro Mateus

Quando a juíza Vanessa Ribeiro Mateus recebeu a reportagem de ÉPOCA no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, trajava um vestido florido com decote, calçava sapatos de salto alto e tinha os cabelos loiros soltos. Ainda assim, esforçava-se para que passasse despercebido o fato de que ela provavelmente é a mais bela juíza a assumir um cargo relevante no Estado. Vanessa é casada, tem 33 anos e não tem filhos. Nasceu em Santos, no litoral paulista. E comanda o primeiro Juizado Especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Estado de São Paulo, inaugurado no fim de janeiro. Ao responder às perguntas, vestiu-se da mais estrita gravidade para comentar os casos de violência doméstica que já contemplou na função.


ÉPOCA - Qual a importância do juizado especializado?


Vanessa Ribeiro Mateus - Todos os foros regionais têm varas criminais que podem aplicar a lei Maria da Penha. Mas só esse juizado vai contar com a estrutura que a lei determina. Assistência jurídica integral para a mulher, psicólogas, assistentes sociais, e outros funcionários preparados para esse acolhimento. Tem até um lugar para as crianças ficarem brincando. Temos contato direto com os órgãos da municipalidade como os abrigos para mulheres que não podem mais ficar em suas casas. Mas o mais importante é que este juizado só vai tratar de violência doméstica contra a mulher.

ÉPOCA - Quais os grandes avanços da lei Maria da Penha?


Vanessa - A Lei Maria da Penha permite que o mesmo juiz – que cuida do Juizado de violência doméstica – aplique medidas cíveis e criminais. O mesmo juiz que vai tocar o processo criminal e aplicar a pena – ele vai dar separação de corpos, pode determinar proibição de visitas aos filhos se os filhos estiverem sofrendo violência, pode encaminhar a mulher para os órgãos públicos, para a prefeitura municipal, para órgãos do estado, para casas de assistência, para ONGs. O juiz proíbe que o agressor se aproxime dos locais que a vítima frequenta ou da própria vítima. Mas a gente só pode agir se a vítima vier nos procurar.

ÉPOCA - Imaginemos uma situação prática. Uma mulher é ameaçada pelo companheiro. Ela vai à delegacia. Ela tem medo, não sabe o que fazer. Perguntam a ela: "Você quer mesmo abrir um inquérito? Ele pode ser preso". O que costuma acontecer nessa hora?

Vanessa - É muito difícil colocar nos ombros da mulher a responsabilidade de mover um processo criminal contra o pai dos filhos dela, contra um homem que ela amou. Muitas vezes é por causa do sentimento que ainda existe, e outras vezes por conta da família dela. A família da mulher costuma dizer: "ele bate, mas é trabalhador". A nossa cultura ainda faz com que as pessoas achem que bater, desde que seja na mulher e dentro de casa, não é tão grave. É uma correção, como se a mulher precisasse ser corrigida.

ÉPOCA - O que pode ser feito para desconstruir essa visão?


Vanessa - Em primeiro lugar, a mulher tem que ser estimulada a denunciar. E tem que saber que denunciando, alguma coisa vai ser feita. Porque se ela achar que nada vai acontecer, não vai procurar a polícia. E isso tem que ser tratado com mais seriedade, não pode ficar restrito aos muros da casa. Uma mulher apanha dentro de casa no Brasil a cada 15 segundos. É um número espantoso.

ÉPOCA - Quando não tem mais opção, por que a mulher simplesmente não pega as coisas e vai embora?

Vanessa - Duas questões principais: dinheiro e filhos. Ela não tem condições financeiras de abandonar aquele relacionamento. E em outras vezes há a dependência afetiva. A violência doméstica não começa fisicamente, mas com a violência psicológica e moral, uma violência contra a honra. Quando a mulher é vítima dessa violência por anos, sua autoestima fica muito baixa. Elas não conseguem sair desse ciclo porque acham que não servem para nada. Acham que não serão capazes de fazer nada sem aquele marido que as corrigem, que as protegem.

ÉPOCA - Como acontece uma audiência no juizado?


Vanessa - Ouvimos primeiro a vítima, para saber as medidas de proteção de que ela necessita. Pergunto como estão os filhos, como está a questão da comida – e a questão de vícios, se o agressor anda bebendo etc. Depois chamamos o agressor e aplicamos as medidas protetivas – desde um afastamento do lar até a prisão preventiva se ele reiteradamente colocar em risco a vida dessa mulher. Essa medida é concedida em frente ao agressor. Se ele não comparece, é intimado. A partir daí o processo corre normalmente.

ÉPOCA - O afastamento funciona?

Vanessa - Se o juiz determinou o afastamento e o homem não cumpre a medida, a mulher pode e deve chamar a polícia. A policia deve retirá-lo do local e fazer a comunicação ao distrito. Funciona e às vezes não funciona. Às vezes não temos a notícia do resultado do afastamento porque a mulher não faz a denúncia. Só ficamos sabendo lá na frente, quando a violência se repete.

ÉPOCA - Por que muitas mulheres abrem mão das medidas de proteção?

Vanessa - A violência é cíclica. Ela começa com uma tensão, ameaças e só então vai para a violência física. Depois o homem pede desculpas e fala que aquilo nunca vai acontecer de novo. Aí eles se comportam maravilhosamente durante alguns dias. As relações começam a ficar tensas novamente, vem a ameaça, e então nova agressão. Quando elas vão até a delegacia pedir para cancelar o processo é num momento de paz. Por isso a mulher precisa dessa estrutura da Lei Maria da Penha – atendimento psicológico. Ela precisa ter dignidade para romper o ciclo. Não dá para contar com a força de vontade de alguém que está com a autoestima tão comprometida.

Por Marcelo Zorzanelli - Revista Época - Editora Globo


Reese Witherspoon contra a violência doméstica.
A embaixadora da Avon mostrou hoje o anel que terá seus lucros destinados a projetos sociais de todo o mundo.
 

A atriz apresentou o lançamento, que estará disponível em maio com 1,1 milhão de revendedoras brasileiras Reese Witherspoon é o rosto da Avon, aparece nos vídeos e nos lançamentos glamurosos da marca e agora protagoniza uma campanha que registra um dos momentos em que o design e a moda ganham sentido de fato. A atriz apresentou hoje em Washington, nos Estados Unidos, o Anel da Atitude, que chega em uma campanha global contra a violência doméstica.
O acessório desembarca no Brasil em maio por R$ 10 e parte dos lucros vai para os projetos nacionais relacionados à segurança da mulher. “Aproximadamente uma em cada três mulheres vivenciará algum tipo de violência durante sua vida. É um fato muito triste e acredito que todos temos a obrigação de enfrentar essa questão tão importante, um problema prevalente em todo o mundo, e um dos que recebe menos recursos,” disse Reese Witherspoon na sessão de abertura da Parceria Global pelo Fim da Violência contra Mulheres organizada pela ONG Vital Voice, que atrai organizações do mundo todo para discutir soluções em cada país.

Em 2008, a Avon Foundation for Women lançou a versão nacional do Speak Out Against Domestic Violence, Fale sem Medo – Não à Violência Doméstica, oferecendo os recursos arrecadados aos programas que oferecem auxílio às vítimas, além de educação, conscientização e prevenção à violência contra a mulher. O acessório entra para a coleção Atitude, que já teve pulseira e gargantilha, lançados em 2008 e 2009, e chega para as revendedoras da Avon em mais de 45 países somando o investimento social aos U$ 8 milhões já arrecadados para a causa em todo o mundo, dos quais R$ 2,8 milhões investidos nas ações do Brasil.




O anel com o símbolo do infinito é o protagonista da campanha global contra a violência doméstica.

 “Não há nada mais importante do que garantir a segurança de meninas, adolescentes e mulheres em todo o mundo. O problema está presente em todos os países e é essencial que trabalhemos juntos, como uma comunidade global, para enfrentar a questão. Aplaudo essa parceria inédita e espero ansiosa pelas ideias e soluções inovadoras que essa iniciativa vai gerar”, disse Witherspoon.


Por Vinícius Cardoso  - Revista Época - Editora Globo

quarta-feira, 10 de março de 2010

Semana da Mulher - Especial Saúde da Mulher 2010 em Curitiba!!!!


O evento Especial Saúde da Mulher foi idealizado pela empresa gaúcha AB Eventos com o objetivo inicial de promover a atualização profissional e a troca de informações científicas entre a classe médica a fim de contribuir com o tratamento e com a prevenção de doenças que atingem a mulher brasileira. Esta proposta se concretiza por meio de diversas palestras, temas livres, seminários e sessões de perguntas e respostas que contam com a participação de profissionais de todo o país com renome em diferentes frentes de atuação.

Um dos grandes destaques do Especial Saúde da Mulher de 2010 será o Fórum de Discussão de Políticas Públicas sobre a Mulher. Este fórum, em específico, reunirá secretários de saúde, gestores e professores universitários para debaterem e levantarem soluções no que diz respeito às políticas voltadas à saúde da mulher. O debate será realizado em paralelo a dois eventos multidisciplinares voltados aos profissionais da saúde.

Uma outra vertente do evento Especial Saúde da Mulher fala diretamente com o público leigo feminino oferecendo amplas orientações sobre cuidados e prevenção das doenças que mais atingem à mulher brasileira por maus hábitos. Trata-se do Fórum da Comunidade que, na edição anterior do evento, reuniu um número expressivo de participantes. Espaços de lazer, estética e relaxamento também são colocados à disposição do público em geral.


A diretora da AB Eventos, Andréia Brum (ao centro), e o diretor comercial do Expo Unimed Curitiba, Leonardo Vieira, recepcionam uma das coordenadoras científicas do Especial Saúde da Mulher 2010, a Enfermeira Maria Edutânia Skroski Castro (à esquerda).

Especial Saúde da Mulher 2010

Data: 13 a 15 de maio de 2010

Local: Expo Unimed Curitiba (Universidade Positivo)

Endereço: Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300, Campo Comprido. Curitiba (PR).

Informações: http://www.especialsaudedamulher.com.br/

Edição 2009 - Assistam ao Vídeo com os Melhores Momentos do Evento,incluindo o Making Off.


Semana da Mulher - Chegou a Universidade Feminina!!!!!!!!


A Universidade Feminina é o primeiro centro de e-learning totalmente voltado para mulheres. Um lugar para elas aprenderem e ensinarem. O projeto, desenvolvido pelo Bolsa de Mulher, é pioneiro no mercado e foi criado pensando nas necessidades femininas, seus desejos, suas curiosidades.

Em uma plataforma moderna e bem estruturada, são disponibilizados para as usuárias cursos online práticos e interativos, de temas relevantes para o universo feminino.

Desenvolvidos em parceria com a empresa de e-learning EduWeb, os cursos são criados a partir de conteúdo fornecido por especialistas de diversas áreas, sempre pensando em soluções práticas para a mulher. Os temas vão desde "como tirar boas fotos com sua câmera digital" até "como lidar com os inevitáveis conflitos entre mãe e filho".

Os cursos são gratuitos ou pagos e são divididos em módulos. A usuária realiza todo o curso em um ambiente online, onde ela tem acesso a diversas funcionalidades, inclusive podendo se comunicar com outras alunas do mesmo curso.

Ao final do curso, a usuária terá ferramentas que possibilitam tornar sua vida mais fácil, mais tranqüila e com mais qualidade.
A Universidade Feminina faz parte do Bolsa de Mulher SA, da Ideiasnet (ticker IDNT3 na Bovespa).

Meninas, para maiores informações, acessem o site da Universidade Feminina:

http://www.universidadefeminina.com/

Beijinhos!!!!!!!!!!!!!

Semana da Mulher - 8 de Março: conquistas e controvérsias

Liga Internacional da Mulheres, 1922.

O Dia Internacional da Mulher foi proposto por Clara Zetkin em 1910 no II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas. Nos anos posteriores a 1970 este Dia passou a ser associado a um incêndio que ocorreu em Nova Iorque em 1911. Neste artigo procuro recuperar a história do Dia 8 de Março, procuro as distorções que tem sido feitas sobre ele e sobre a luta feminista.

O dia 8 de março é dedicado à comemoração do Dia Internacional da Mulher. Atualmente tornou-se uma data um tanto festiva, com flores e bombons para uns. Para outros é relembrada sua origem marcada por fortes movimentos de reivindicação política, trabalhista, greves, passeatas e muita perseguição policial. É uma data que simboliza a busca de igualdade social entre homens e mulheres, em que as diferenças biológicas sejam respeitadas mas não sirvam de pretexto para subordinar e inferiorizar a mulher.

As mulheres faziam parte das "classes perigosas"

No século XIX e no início do XX, nos países que se industrializavam, o trabalho fabril era realizado por homens, mulheres e crianças, em jornadas de 12, 14 horas, em semanas de seis dias inteiros e freqüentemente incluindo as manhãs de domingo. Os salários eram de fome, havia terríveis condições nos locais da produção e os proprietários tratavam as reivindicações dos trabalhadores como uma afronta, operárias e operários considerados como as "classes perigosas". Sucediam-se as manifestações de trabalhadores, por melhores salários, pela redução das jornadas e pela proibição do trabalho infantil.

A cada conquista, o movimento operário iniciava outra fase de reivindicações, mas em nenhum momento, até por volta de 1960, a luta sindical teve o objetivo de que homens e mulheres recebessem salários iguais, pelas mesmas tarefas. As trabalhadoras participavam das lutas gerais mas, quando se tratava da igualdade salarial, não eram consideradas. Alegava-se que as demandas das mulheres afetariam a "luta geral", prejudicariam o salário dos homens e, afinal, as mulheres apenas "completavam" o salário masculino.

Subjacente aos grandes movimentos sindicais e políticos emergiam outros, construtores de uma nova consciência do papel da mulher como trabalhadora e cidadã. Clara Zetkin, Alexandra Kollontai, Clara Lemlich, Emma Goldman, Simone Weil e outras militantes dedicaram suas vidas ao que posteriormente se tornou o movimento feminista.

Clara Zetkin propôs o Dia Internacional da Mulher

Clara Zetkin (1857-1933), alemã, membro do Partido Comunista Alemão, deputada em 1920, militava junto ao movimento operário e se dedicava à conscientização feminina. Fundou e dirigiu a revista Igualdade, que durou 16 anos (1891-1907).

Líderes do movimento comunista como Clara Zetkin e Alexandra Kollontai ou anarquistas como Emma Goldman lutavam pelos direitos das mulheres trabalhadoras, mas o direito ao voto as dividia: Emma Goldman afirmava que o direito ao voto não alteraria a condição feminina se a mulher não modificasse sua própria consciência.

Ao participar do II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhagem, em 1910, Clara Zetkin propôs a criação de um Dia Internacional da Mulher sem definir uma data precisa.. Contudo, vê-se erroneamente afirmado no Brasil e em alguns países da América Latina que Clara teria proposto o 8 de Março para lembrar operárias mortas num incêndio em Nova Iorque em 1857. Os dados a seguir demonstram que os fatos se passaram de maneira diferente.

O movimento operário nos Estados Unidos

Assim como na Europa, era intenso o movimento trabalhador nos Estados Unidos desde a segunda metade do século XIX, sobretudo nos setores da produção mineira e ferroviária e no de tecelagem e vestuário.

A emergente economia industrial norte-americana, muito instável, era marcada por crises. Nesse contexto, em 1903 formou-se, pela ação de sufragistas e de profissionais liberais, a Women’s Trade Union League para organizar trabalhadoras assalariadas. Com as crises industriais de 1907 e 1909 reduziu-se o salário dos trabalhadores, e a oferta de mão-de-obra era imensa, dada a numerosa imigração proveniente da Europa. Grande parte dos operários e operárias era de imigrantes judeus, muitos com um passado de militância política.

No último domingo de fevereiro de 1908, mulheres socialistas dos Estados Unidos fizeram uma manifestação a que chamaram Dia da Mulher, reivindicando o direito ao voto e melhores condições de trabalho. No ano seguinte, em Manhatan, o Dia da Mulher reuniu 2 mil pessoas.

Problemas muito conhecidos do operariado latino-americano impeliam trabalhadores e trabalhadoras a aderir às manifestações públicas por salários e pela redução do horário de trabalho. Embora o setor industrial tivesse algumas grandes empresas, predominavam as pequenas, o que dificultava a agregação e unicidade das reivindicações. O movimento por uma organização sindical era intenso e liderado no setor de confecções e vestuário por trabalhadores judeus com experiência política sindical, especialmente da União Geral dos Trabalhadores Judeus da Rússia e da Polônia (Der Alguemayner Yiddisher Arbeterbund in Russland un Poyln - BUND).

Para desmobilizar o apelo das organizações e controlar a permanência dos trabalhadores/as, muitas fábricas trancavam as portas dos estabelecimentos durante o expediente, cobriam os relógios e controlavam a ida aos banheiros. Mas as difíceis condições de vida e os baixíssimos salários eram forte incentivo para a presença de operários e operárias nas manifestações em locais fechados ou na rua.

Uma das fábricas, a Triangle Shirtwaist Company (Companhia de Blusas Triângulo), para se contrapor à organização da categoria, criou um sindicato interno para seus trabalhadores/as. Em outra fábrica, algumas trabalhadoras que reclamavam contra as condições de trabalho e salário foram despedidas e pediram apoio ao United Hebrew Trade, Associação de Trabalhadores Hebreus. Então as trabalhadoras da Triangle quiseram retirar alguns recursos do sindicato interno para ajudar as companheiras mas não o conseguiram. Fizeram piquetes na porta da Triangle, que contratou prostitutas para se misturarem às manifestantes, pensando assim dissuadi-las de seus propósitos. Ao contrário, o movimento se fortaleceu.

Uma greve geral começou a ser considerada pelo presidente da Associação dos Trabalhadores Hebreus, Bernardo Weinstein, sempre com o objetivo de melhorar as condições de trabalho da indústria de roupas. A idéia se espalhou e, em 22 de novembro de 1909, organizou-se uma grande reunião na Associação dos Tanoeiros liderada por Benjamin Feigenbaum e pelo Forward. A situação era extremamente tensa e, durante a reunião, subitamente uma adolescente, baixa, magra, se levantou e pediu a palavra: "Estou cansada de ouvir oradores falarem em termos gerais. Estamos aqui para decidir se entramos em greve ou não. Proponho que seja declarada uma greve geral agora!" . A platéia apoiou de pé a moção da jovem Clara Lemlich.

Política e etnia

No movimento dos trabalhadores as relações étnicas tinham peso fundamental, razão pela qual, para garantir um compromisso com a greve, Feigenbaum usou um argumento de extraordinária importância religiosa para os judeus. Ele perguntou à assembléia: "Vocês se comprometerão com o velho mandamento judaico?" Uma centena de mãos se ergueram e todos gritaram: "Se eu esquecer de vós, ó Jerusalém, que eu perca minha mão direita". Era um juramento de que não furariam a greve.

Cerca de 15 mil trabalhadores do vestuário, a maioria moças, entraram em greve, provocando o fechamento de mais de 500 fábricas. Jovens operárias italianas aderiram, houve prisões, tentativas de contratar novas trabalhadoras, o que tornou o clima muito tenso. A direção da greve ficou com a Associação dos Trabalhadores Hebreus e com o Sindicato Internacional de Trabalhadores na Confecção de Roupas de Senhoras (International Ladies’ Garment Workers’ Union - ILGWU).

À medida que as grandes empresas cederam algumas reivindicações, a greve foi se esvaziando e se encerrou em 15 de fevereiro de 1910 depois de 13 semanas.

O incêndio

Pouco tinha sido alterado, sobretudo nas fábricas de pequeno e médio porte, e os movimentos reivindicatórios retornaram. A reação dos proprietários repetia-se: portas fechadas durante o expediente, relógios cobertos, controle total, baixíssimos salários, longas jornadas de trabalho.

O dia 25 de março de 1911 era um sábado, e às 5 horas da tarde, quando todos trabalhavam, irrompeu um grande incêndio na Triangle Shirtwaist Company, que se localizava na esquina da Rua Greene com a Washington Place. A Triangle ocupava os três últimos de um prédio de dez andares. O chão e as divisórias eram de madeira, havia grande quantidade de tecidos e retalhos, e a instalação elétrica era precária. Na hora do incêndio, algumas portas da fábrica estavam fechadas. Tudo contribuía para que o fogo se propagasse rapidamente.

A Triangle empregava 600 trabalhadores e trabalhadoras, a maioria mulheres imigrantes judias e italianas, jovens de 13 a 23 anos. Fugindo do fogo, parte das trabalhadoras conseguiu alcançar as escadas e desceu para a rua ou subiu para o telhado. Outras desceram pelo elevador. Mas a fumaça e o fogo se expandiram e trabalhadores/as pularam pelas janelas, para a morte. Outras morreram nas próprias máquinas. O Forward publicou terríveis depoimentos de testemunhas e muitas fotos.

Morreram 146 pessoas, 125 mulheres e 21 homens, na maioria judeus.

A comoção foi imensa. No dia 5 de abril houve um grande funeral coletivo que se transformou numa demonstração trabalhadora. Apesar da chuva, cerca de 100 mil pessoas acompanharam o enterro pelas ruas do Lower East Side. No Cooper Union falou Morris Hillquit e no Metropolitan Opera House, o rabino reformista Stephen Wise.

A tragédia teve conseqüências para as condições de segurança no trabalho e sobretudo serviu para fortalecer o ILGWU.

Para autores como Sanders, todo o processo, desde a greve de 1909, mais o drama do incêndio da Triangle, acabou fortalecendo o reconhecimento dos sindicatos. O ILGWU, de conotação socialista e um dos braços mais ‘radicais’ do American Federation of Labour (AFL), se tornou o maior e mais forte dos Estados Unidos naquele momento.

Atualmente no local onde se deu o incêndio foi construída a Universidade de Nova Iorque . Uma placa, lembrando o terrível episódio, foi lá colocada:

"Neste lugar, em 25 de março de 1911, 146 trabalhadores perderam suas vidas no incêndio da Companhia de Blusas Triangle. Deste martírio resultaram novos conceitos de responsabilidade social e legislação do trabalho que ajudaram a tornar as condições de trabalho as melhores do mundo (ILGWU)".

Mulheres e movimentos sociais

No século XX, as mulheres trabalhadoras continuaram a se manifestar em várias partes do mundo: Nova Iorque, Berlim, Viena (1911); São Petersburgo (1913). Causas e datas variavam. Em 1915, Alexandra Kollontai organizou uma reunião em Cristiana, perto de Oslo, contra a guerra. Nesse mesmo ano, Clara Zetkin faz uma conferência sobre a mulher. Em 8 de março 1917 (23 de fevereiro no Calendário Juliano), trabalhadoras russas do setor de tecelagem entraram em greve e pediram apoio aos metalúrgicos. Para Trotski esta teria sido uma greve espontânea, não organizada, e teria sido o primeiro momento da Revolução de Outubro.

Na década de 60, o 8 de Março foi sendo constantemente escolhido como o dia comemorativo da mulher e se consagrou nas décadas seguintes. Certamente esta escolha não ocorreu em conseqüência do incêndio na Triangle, embora este fato tenha se somado à sucessão de enormes problemas das trabalhadoras em seus locais de trabalho, na vida sindical e nas perseguições decorrentes de justas reivindicações.

Lenin: o que importava era a política de massas e não o direito das mulheres

Mulheres e homens jovens tinham muitas outras preocupações além das questões trabalhistas e do sistema político. Nem sempre a liderança comunista entendia essas necessidades, como foi o caso de Lenin e de muitos outros líderes. Em seu Diário, Clara Zetkin relata o que ouvira do camarada e amigo Lenin, ao visitá-lo no Kremlin, em 1920. Lenin lamentava o descaso pelo Dia Internacional da Mulher que ela propusera em Copenhagem, pois este teria sido um oportuno momento para se criar um movimento de ‘massa’, internacionalizar os propósitos da Revolução de 17, agitar mulheres e jovens.

Para alcançar este objetivo, afirmava ele, era necessário discutir exclusivamente os problemas políticos e não perder tempo com aquelas discussões que os jovens trabalhadores traziam para os grupos políticos, como casamento e sexo. Lenin estendia suas críticas ao trabalho de Rosa Luxemburgo com prostitutas: "Será que Rosa Luxemburgo não encontrava trabalhadores para discutir, era necessário buscar as prostitutas?"

Esta visão de Lenin fez escola na esquerda. A experiência do ‘amor livre’ nos primeiros anos pós-Revolução trouxe enormes conflitos que levaram à restauração do sistema de família regulamentado pelo contrato civil. Temas relativos ao corpo, à sexualidade, à reprodução humana, relação afetiva entre homens e mulheres, aborto, só foram retomados 40 anos mais tarde pelo movimento feminista.

O 8 de Março no Brasil

No Brasil vê-se repetir a cada ano a associação entre o Dia Internacional da Mulher e o incêndio na Triangle quando na verdade Clara Zetkin o tenha proposto em 1910, um ano antes do incêndio. É muito provável que o sacrifício das trabalhadoras da Triangle tenha se incorporado ao imaginário coletivo da luta das mulheres. Mas o processo de instituição de um Dia Internacional da Mulher já vinha sendo elaborado pelas socialistas americanas e européias há algum tempo e foi ratificado com a proposta de Clara Zetkin.

Nas primeiras décadas do século XX, o grande tema político foi a reivindicação do direito ao voto feminino. Berta Lutz, a grande líder sufragista brasileira, aglutinou um grupo de mulheres da burguesia para divulgar a demanda. Ousadas, espalharam de avião panfletos sobre o Rio de Janeiro, pedindo o voto feminino, no início dos anos 20! Pressionaram deputados federais e senadores e se dirigiram ao presidente Getúlio Vargas. Afinal, o direito ao voto feminino foi concedido em 1933 por ele e garantido na Constituição de 1934. Mas só veio a ser posto em prática com a queda da ditadura getulista - só então foram restabelecidas as eleições - , e as mulheres brasileiras votaram pela primeira vez em 1945.


Berta Lutz - 1925, grande lider sufragista brasileira

Em 1901, as operárias, que juntamente com as crianças constituíam 72,74% da mão-de-obra do setor têxtil, denunciavam que ganhavam muito menos do que os homens e faziam a mesma tarefa, trabalhavam de 12 a 14 horas na fábrica e muitas ainda trabalhavam como costureiras, em casa. Como mostra Rago, a jornada era de umas 18 horas e as operárias eram consideradas incapazes física e intelectualmente. Por medo de serem despedidas, submetiam-se também à exploração sexual.

Os jornais operários, especialmente os anarquistas, reproduziam suas reclamações contra a falta de higiene nas fábricas, o assédio sexual, as péssimas condições de trabalho, a falta de pagamento de horas extras, um sem número de abusos. Para os militantes operários, a fábrica era um local onde as mulheres facilmente se prostituíam, daí reivindicarem a volta das mulheres para casa. Patrões, chefes e empregados partilhavam dos mesmos valores: olhavam as trabalhadoras como prostitutas.

Entre as militantes das classes mais altas, a desqualificação do operariado feminino não era muito diferente: partilhavam a imagem generalizada de que operárias eram mulheres ignorantes e incapazes de produzir alguma forma de manifestação cultural. A distância entre as duas camadas sociais impedia que as militantes burguesas conhecessem a produção cultural de anarquistas como Isabel Cerruti e Matilde Magrassi, ou o desempenho de Maria Valverde em teatros populares como o de Arthur Azevedo.

Como as anarquistas americanas e européias, as brasileiras (imigrantes ou não) defendiam a luta de classes mas também o divórcio e o amor livre, como escrevia A Voz do Trabalhador de 1° de fevereiro de 1915: "Num mundo em que mulheres e homens desfrutassem de condições de igualdade... Vivem juntos porque se querem, se estimam no mais puro, belo e desinteressado sentimento de amor".

A distinção entre anarquistas e comunistas foi fatal para uma eventual aliança: enquanto as comunistas lutavam pela implantação da "ditadura do proletariado", as anarquistas acreditavam que o sistema partidário reproduziria as relações de poder, social e sexualmente hierarquizadas.

No PC a diferenciação de gênero continuava marcante: as mulheres se encarregavam das tarefas ‘femininas’ na vida quotidiana do Partido. Extremamente ativas, desenvolveram ações externas de organização sem ocupar qualquer cargo importante na hierarquia partidária. Atuavam, por exemplo, junto a crianças das favelas ou dos cortiços, organizavam colônias de férias, supondo que poderiam ensinar às crianças novos valores.

Zuleika Alembert, a primeira mulher a fazer parte da alta hierarquia do PC, eleita deputada estadual por São Paulo em 1945, foi expulsa do Partido quando fez críticas feministas denunciando a sujeição da mulher em seu próprio partido.


Deputada Zuleika Alembert  - PC


O feminismo dos anos 60 e 70 veio abalar a hierarquia de gênero dentro da esquerda. A luta das mulheres contra a ditadura de 1964 uniu, provisoriamente, as feministas e as que se autodenominavam membros do ‘movimento de mulheres’. A uni-las, contra os militares, havia uma data: o 8 de Março. A comemoração ocorria através da luta pelo retorno da democracia, de denúncias sobre prisões arbitrárias, desaparecimentos políticos.

A consagração do direito de manifestação pública veio com o apoio internacional – a ONU instituiu, em 1975, o 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher.

Entrou-se numa nova etapa do feminismo. Mas velhos preconceitos permaneceram nas entrelinhas. Um deles talvez seja a confusa história propalada do 8 de Março, em que um antiamericanismo apagava a luta de tantas mulheres, obscurecendo até mesmo suas origens étnicas.


Por Eva Alterman Blay:

Profª Titular de Sociologia da Universidade de São Paulo. Coordenadora Científica do NEMGE (Núcleo de estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero) da USP. Autora de Trabalho Domesticado - a mulher na indústria paulista (Ática, 1978); As Prefeitas, Avenir (s/d), e outros livros e artigos sobre gênero, habitação operária, participação política. Foi Senadora da República entre 1992/1994.



domingo, 7 de março de 2010

Semana da Mulher - Dia Intenacional da Mulher - Programe-se!!!!!!!!



No Dia Internacional da Mulher , elas ganham Champagne, Shows e Tratamentos de Beleza.

Restaurantes, bares, spas, museus e outros estabelecimentos da cidade organizam eventos para paparicar as paulistanas.
Taças de champanhe, sobremesas, rosas, shows e palestras: tudo para elas. Na segunda-feira (8), Dia Internacional da Mulher, as paulistanas serão paparicadas e receberão tratamento especial em restaurantes, spas, museus e outros estabelecimentos da cidade. Em alguns casos, as celebrações se estendem por toda a semana ou até o fim de março.  




Bares e restaurantes

Restaurantes e bares da cidade organizaram cardápios especiais e oferecerão às suas clientes bebidas e sobremesas como agrado no dia delas. O La Tambouille, por exemplo, dará uma taça de champanhe Veuve Clicquot para as mulheres que almoçarem ou jantarem no restaurante na segunda-feira. A loja Wondercakes preparou um cupcake especial para a data, feito com chocolate, recheado com geléia de framboesa e coberto com brigadeiro.



 Mulheres e vinhos

A Enoteca Fasano aproveitou o Dia da Mulher para organizar uma semana de eventos dedicados às amantes do vinho. Entre segunda (8) e sábado (13), as interessadas poderão participar de palestras como um bate-papo que visa harmonizar joias e vinhos. A sommelier e organizadora do evento, Ana Paula Oliveira, explica que o trabalho foi feito em conjunto com a gemóloga Lydia Sayeg. A harmonização será feita de acordo com as cores dos vinhos e características, em comparação à personalidade das mulheres. Ao final, haverá o sorteio de uma joia.

Enoteca Fasano

Ana Paula afirma que atualmente as mulheres fazem parte de um grupo muito mais ativo no mundo dos vinhos do que antigamente, o que possibilita a realização de eventos como esse. “É um consumo muito maior do que antigamente. Hoje, o contexto é diferente. Tanto é que a maioria das convidadas são mulheres que fazem parte de confrarias, conhecem vinhos”, explica a sommelier. Ela diz ainda que as mulheres preferem vinhos suaves e costumam procurar champanhes, proseccos, vinho rose. Enquanto homens tendem a buscar versões mais alcoólicas e tânicas da bebida.



Cultura

As mulheres que procuram lugares para passear ou aprender terão uma programação recheada de boas atrações. Contação de histórias sobre elas estarão espalhadas pelas bibliotecas da cidade e alguns museus estarão com entrada gratuita ou com preço mais baixo no dia 8, mas só para o público feminino. Além disso, haverá shows de Adriana Moreira e convidados na Galeria Olido, exposições e exibição de filmes e poesias, tudo feito por mulheres.



Beleza

Neste dia tão especial, as mais vaidosas também têm programação especial. O hair designer Tony Borba promete revolucionar o visual das corajosas na segunda edição do Balada-Beauty. Há também pacotes com preços especiais para relaxar no Buddha Spa.

Buddha Spa



                                Museu da Imagem e do Som



Dia 11 às 18h e às 20h, dia 12 às 8h e às 20h, dia 13 às 16h e às 18h e dia 14 às 15h e às 17h. Entrada gratuita

Mais informações

O ciclo de filmes reúne longas e curtas-metragens dirigidos e concebidos por mulheres. Fruto de parceria entre o MIS e o Instituto Cervantes, esta amostragem da recente produção espanhola é dividida em quatro sessões gratuitas, que acontecem na mesma semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher.11 de março 18hO Melhor de Mim - Roser Aguilar, 2007 Sinopse: Quando era pequena, Raquel não podia entender por que em todo lugar se falava de amor: no rádio de casa, na televisão, nos filmes de sábado a tarde e, sobre tudo, nas músicas. E pensava no que aconteceria se não encontrasse ninguém que a quisesse. Agora Raquel vai viver com Tomás. Deverá pensar sobre o que está disposta a fazer por amor e descobrirá o bonito e o difícil de amar alguém de verdade. Duração: 86 minutos 20h O Segredo de Educar - Sonia Tercero, 2008 Sinopse: Documentário que repassa, através de quinze entrevistas com professores e ex-alunos, a trajetória de um colégio que abriu suas portas em plena ditadura e que, enfrentando o Regime por seguir os passos da Institución Libre de Enseñanza e do Instituto Escuela, irá sorteando numerosas dificuldades para conseguir o objetivo de educar em respeito ao menino e ao ser humano. As protagonistas desta façanha, três mulheres: Jimena Menéndez Pidal, Ángeles Gasset e Carmen García del Diestro. Duração: 60 minutos 12 de março 8h Nadar - Carla Subirana, 2008 Sinopse: Meu avô foi fuzilado em 1940 por cometer três assaltos a mão armada. Quando comecei a pesquisa, minha avó era a única pessoa que podia me falar disso... mas tinha alzheimer. Três gerações de mulheres sozinhas enfrentam um segredo guardado durante anos. Será o ponto de partida de uma investigação que narra uma viagem pessoal e reflete sobre a perda da memória familiar e coletiva. Definitivamente, a busca da própria identidade. Duração: 94 minutos 20h Ás de Copas - Silvia González Laá, 2006 Sinopse: Um homem idoso triste e desencantado, que passa o dia jogando cartas em um bar com seu único amigo, tem de passar a tarde cuidando de uma neta que quase não conhece, uma menina nepalesa adotada. Duração: 12 minutos Rémoras - Marisa Lafuente, 2007 Sinopse: O que é mais difícil: pedir perdão ou ser perdoado…? Duração: 16 minutos Teste - Marta Aledo y Natalia Mateo, 2007 Sinopse: Assistiremos a quatro momentos fundamentais na vida de quatro mulheres. Umas buscaram isso com toda sua energia e para outras será uma surpresa, mas todas sabem que a notícia mudará suas vidas. Duração: 12 minutosA Aula - Beatriz M. Sanchís, 2008 Sinopse: Documentário que reúne a magia de uma primeira experiência: o primeiro contato com a interpretação dos meninos da quarta série primária. Através dos olhos das crianças vivemos seu processo de aprendizagem desde as primeiras lições até enfrentarem a apresentação do fim do curso diante de seus pais. Duração: 20 minutos Dores - Manuela Moreno, 2008 Sinopse: Um ponto de ônibus. Uma tarde qualquer. Duas pessoas e suas solidões se cruzam casualmente. Seus mundos são diferentes, mesmo assim compartilham sonhos e esperanças. Mas… Duração: 10 minutos 13 de março16h - O Melhor de Mim - Roser Aguilar, 2007 Sinopse: Quando era pequena, Raquel não podia entender por que em todo lugar 18h - O Segredo de Educar - Sonia Tercero, 2008 14 de março 15h - Nadar - Carla Subirana, 2008 17h - Ás de Copas - Silvia González Laá, 2006 Rémoras - Marisa Lafuente, 2007 Teste - Marta Aledo y Natalia Mateo, 2007 A Aula - Beatriz M. Sanchís, 2008 Dores - Manuela Moreno, 2008 Retirar ingresso com 1h de antecedência.


* Mulheres que contam histórias de mulheres, sobre mulheres

A Cia. Dona Conceição realiza uma atividade que visa estimular o interesse pela leitura baseada nos contos 'Tangerine Girl', de Rachel de Queiroz; 'A moça tecelã', de Marina Colassanti; 'Preciosidade', de Clarice Lispector; e 'Missa do galo', de Lygia Fagundes Telles.

Locais e horários

2010/03/27

Biblioteca Belmonte

Endereço:

Rua Paulo Eiró, 525

Tel.:(11) 5687-0408(11) 5691-0433

Quando:

(11/03) 14h00

2010/03/27

Biblioteca Paulo Duarte

Endereço:

Rua Arsênio Tavolieri, 45

Tel.:(11) 5011-7445(11) 5011-8819

Quando:

(27/03) 10h30

2010/03/27

Biblioteca Milton Santos

Endereço:

Avenida Aricanduva, 5777

Tel.:(11) 2726-4882

Quando:

(12/03) 10h30


* Um Rio de Mulheres em Águas de Março

A personagem Tecelã de Encantares, interpretada por Tininha Calazans, conta diversas aventuras protagonizadas por mulheres .
Locais e horários


2010/03/15

Biblioteca Affonso Taunay

Endereço:

Rua Taquari, 549

Tel.:(11) 2292-5126



Quando:

(11/03) 14h30



2010/03/15

Biblioteca Ricardo Ramos

Endereço:

Praça Do Centenário De Vila Prudente, 25

Tel.:(11) 2273-4860



Quando:

(15/03) 14h00



2010/03/15

Biblioteca Castro Alves

Endereço:

Rua Abrahão Mussa, s/n

Tel.:(11) 2946-4562

Quando:

(10/03) 10h00



2010/03/15

Biblioteca Camila Cerqueira César

Endereço:

Rua Valdemar Sanches, 41

Tel.:(11) 3731-5210

Quando:

(08/03) 14h30


* Encontros com Clarice, na Casa das Rosas.

oficina literária pretende, a partir da leitura de imagens (fotos e documentos) e de breves textos (ficcionais e jornalísticos) da escritora, expor e discutir questões fundamentais referentes à sua vida e obra. Como alguns textos de Clarice são tão surpreendentemente problematizadores? Como registros documentais, biográficos e fotobiográficos colaboram para uma melhor percepção do perfil artístico da escritora?

Locais e horários:

Casa das Rosas

Endereço: Avenida Paulista, 37
Quando: (Ter e Ter) Dias 9 e 16 de março às 20 horas


* Mujeres - women - mulheres

A partir da leitura de poemas, debates sobre temas que envolvem o universo feminino e a criação de pequenos textos pelos participantes, será traçado um panorama crítico das práticas cotidianas e seu impacto nas questões de gênero. Os poemas escolhidos para o curso são contemporâneos, produzidos tanto por mulheres, quanto por homens.
Casa das Rosas


Endereço:

Avenida Paulista, 37

Quando:

(10/03) Dias 10, 17, 24 e 31 das 19h30 às 21h30




* Uma Linda Mulher e Outros Contos Femininos

O grupo Conto em Cantos apresenta histórias que refletem sobre a força, a delicadeza e a beleza da mulher.
Locais e horários


2010/03/11

Biblioteca Rubens Borba de Morais

Endereço:

Rua Sampei Sato, 440

Tel.:(11) 2943-5255

Quando:

(11/03) 15h00

2010/03/11

Biblioteca Helena Silveira

Endereço:

Rua Doutor João Batista Reimão, 146

Tel.:(11) 5841-1259



Quando:

(09/03) 13h30


*Histórias da Mitologia Grega
Lídia Engelberg apresenta 'Aracne e Leto', histórias das quais personagens femininas conduzem o rumo dos acontecimentos .



Locais e horários


2010/03/14

Parque Piqueri

Endereço:

Rua Tuiuti, 515

Tel.:(11) 6197-2213

Quando:

(14/03) 11h00

2010/03/14

Biblioteca Thales Castanho de Andrade

Endereço:

Rua Doutor Artur Fajardo, 47

Tel.:(11) 3975-7439

Quando:

(08/03) 14h00


*  Histórias Daqui e de Lá



Meninas do Conto apresentam diversos contos populares do mundo. Duas contadoras narram histórias utilizando objetos, figurinos e adereços, e trazem o aspecto lúdico da narração em homenagem à mulher.

Locais e horários


17/03/2010
Ponto de Leitura Carolina Maria de Jesus

Endereço:

Rua Terezinha Prado De Oliveira, 119

Tel.:(11) 5921-3665



Quando:

(17/03) 14h00



2010/03/17

Praça do Bambuzal - Praça Nativo Rosa de Oliveira

Endereço:

Rua Colônia Nova, s/n

Tel.:(11) 5833-3567



Quando:

(10/03) 10h30



2010/03/17

Biblioteca Clarice Lispector

Endereço:

Rua Jaricunas, 458

Tel.:(11) 3672-1423

Quando:

(09/03) 14h30

* Mulheres do Oriente



Ana Luisa Lacombe conta duas histórias de amor que retratam a personalidade de mulheres do Tibete e da Armênia.

Locais e horários

2010/03/10

Biblioteca Érico Veríssimo

Endereço:

Rua Diógenes Dourado, 101

Tel.:(11) 3972-0450

Quando:

(10/03) 14h00


* Mulheres Negras



Lilian Marchetti conta histórias de mulheres negras, precursoras de algumas atividades, que quebraram tabus.

Locais e horários


2010/03/12

Biblioteca Lenyra Fraccaroli

Endereço:

Praça Haroldo Daltro, 451

Tel.:(11) 2295-2295

Quando:

(11/03) 14h00

2010/03/12

Biblioteca Érico Veríssimo

Endereço:

Rua Diógenes Dourado, 101

Tel.:(11) 3972-0450

Quando:

(12/03) 10h00

* Sherazade, sobre o tênue fio de seda



Em homenagem às grandes heroínas do imaginário feminino, Kelly Orasi conta a história de Sherazade, personagem que viveu 1.001 noites acreditando na sabedoria e no poder transformador de suas narrações.
Locais e horários


2010/03/19

Biblioteca Anne Frank

Endereço:

Rua Cojuba, 45

Tel.:(11) 3078-6352

Quando:

(12/03) 14h00

2010/03/19

Biblioteca Vinícius de Morais

Endereço:

Rua Jardim Tamoio, 1119

Tel.:(11) 2521-6914

Quando:

(19/03) 10h30


* Rosa e Marrom: gênero e raça na arte brasileira



Museu Afro 

O espaço vai dedicar uma programação especial para as mulheres durante todo o mês de março. A programação inclui visitas temáticas ao acervo da instituição, oficinas de arte e dança, mesas redondas e palestras. 6 de março – Visita temática: A mulher negra no espelho autoral da arte brasileira. Mesa redonda: Negra, onde estás? 13 de março – Visita temática: De Luiza Mahin a Rosana Paulino e viceversa: representações do feminino. Oficina – A vivência do corpo feminino nas danças populares Batuque de Umbigada e Maracatu. 20 de março – Visita temática: Entrecruzamentos da produção literária de Carolina de Jesus no espaço museológico. Oficina – África: o caminho de volta. 27 de março – Visita temática: Arquétipos de mulher: relações do feminino a partir da arte, entre santas e orixás. 28 de março - Mesa redonda: Mulheres: suas várias nuances.

Museu Afro


Endereço:

Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº

Tel.:(11) 5579-8542

Quando:

(Sáb e Dom) Visitas temáticas ocorrem das 13h30 às 15h00, oficinas de arte e dança, mesas redondas e palestras, sempre das 15h30 às 18h00


*Bem Querer Mulher



A campanha promove exposição de Arte Contemporânea. Já no dia 8 as obras em exposição serão leiloadas em prol do Projeto 'Maria Maria'

Pinacoteca


Endereço:

Praça Da Luz, 2

Tel.:(11) 3324-1000

Quando:

(Sáb, Dom e Seg) Dias 6 e 7 das 10h00 às 18h00 e dia 8, das 19h00 às 22h00


* Wondercakes



Para o Dia das Mulheres, a loja preparou um cucpake especial de chocolate, recheado com geléia de framboesa e coberto com brigadeiro. O doce será vendido por R$ 5,80, apenas na segunda-feira (8).

Especializada nos bolinhos decorados chamados de cupcakes, a loja tem guloseimas de massa fofa e úmida, assadas em forminhas de papel. Para começar, experimente a versão de baunilha, preparada com favas importadas de Madagáscar. Recém-lançada, a linha chamada brasileirinha traz sabores como cupuaçu, abóbora com coco, açaí e fubá com goiabada.


*













Semana da Mulher - Dia Intenacional da Mulher - 100 Anos de História e Luta



Cartaz Soviético de 1932. Em vervelho lê-se: "8 de Março é o dia da Rebelião das Mulheres Trabalhadoras contra a escravidão da cozinha". Em cinza: "Diga NÃO á opressão e o conformismo do trabalho doméstico".

"Dia Internacional da Mulher"





O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de Março, tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. A data foi adotada pelas Nações Unidas, em 1975, para lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo. A ideia da existência de um dia internacional da mulher foi proposta na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. As operárias em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos contra as más condições de trabalho e os baixos salários, em 8 de Março de 1857, em Nova Iorque. Muitos outros protestos ocorreram nos anos seguintes, destacando-se o de 1908, quando 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque, exigindo a redução de horário, melhores salários e direito ao voto. O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos da América, por iniciativa do Partido Socialista da América. Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.


Clara Zetkin - Socialista Alemã

No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de Março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça. Poucos dias depois, a 25 de Março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo como sendo o fato que deu origem ao Dia Internacional da Mulher. Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”. [1] Membros da Liga Internacional das Mulheres, 1922. Cartaz soviético de 1932. Em vermelho, lê-se: "8 de março é o dia da rebelião das mulheres trabalhadoras contra a escravidão da cozinha." Em cinza: "Diga NÃO à opressão e ao conformismo do trabalho doméstico!"Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo num dia oficial que, durante o período soviético permaneceu numa celebração da "heróica mulher trabalhadora". 

 
Alexandra Kollontai - Lider Revolucionária Russa e teórica do Marxismo, membro da Facção Bolchevique e militante ativa durante a Revolução Russa de 1917.


No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia numa ocasião em que os homens manifestavam a simpatia ou amor pelas mulheres da vida —; uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores dos homens às mulheres. O dia permanece como feriado oficial na Rússia, bem como na Bielorrússia, Macedónia, Moldávia e Ucrânia). Quando a Tchecoslováquia integrava o Bloco Soviético (1948 - 1989), esta celebração foi apoiada pelo Partido Comunista da Tchecoslováquia, e foi gradualmente transformando-se em paródia. O MDŽ (Mezinárodní den žen, "Dia Internacional da Mulher" em checo) era então usado como instrumento de propaganda do partido, que esperava assim convencer as mulheres de que considerava as necessidades ao formular políticas sociais. Durante as últimas décadas, o MDŽ acabou por se tornar uma paródia de si próprio. A cada dia 8 de março, as mulheres ganhavam uma flor ou um presentinho do chefe. Assim, o propósito original da celebração perdeu-se completamente. A celebração ritualística do partido no Dia Internacional da Mulher tornou-se estereotipada e era mesmo ridicularizada pelo cinema e pela televisão, na antiga Checoslováquia. Após o colapso da União Soviética, o MDŽ foi rapidamente abandonado como mais um símbolo ridicularizado do antigo regime. No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, mas esmoreceu, sendo revitalizado pelo movimento feminista da década de 1960. 1975 foi designado como o Ano Internacional da Mulher, e a partir de 1977, a Organização das Nações Unidas instituiu o Dia Internacional da Mulher. Origem: Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_Mulher


As Mulheres e o  Direito ao Voto.




Se considerarmos o desempenho das conquistas européias, observamos que as francesas, ao contrário do que se pensa, foram tardias. Enquanto britânicas e alemãs obtiveram o direito de voto em 1918, elas o conquistaram em 1945, por influência da Segunda Guerra Mundial, que possibilitou, também, a criação do exército feminino (contou com 430 mulheres engajadas nas Forças Francesas Livres, somado a um número muito maior de voluntárias). As espanholas, por causa da vitória da esquerda, tinham, em 1931, sua situação legal entre as mais avançadas do Velho Mundo. Em 1935, as turcas, tendo modernizado-se de maneira efêmera, deram à Turquia a fama de “mais jovem país feminista".




Manifestação do Dia Internacional da Mulher em Barcelona,2009.


Entre as mulheres pioneiras em vitórias alcançadas, é relevante ressaltar a alemã Emmy Noether, inventora da algebra moderna e do “teorema de Noether”, que conseguiu ser admitida como ouvinte na universidade em 1900 e em 1915, tornou-se professora ; Constance Lytton que manifestou pelo direito de voto das mulheres em 1909, em Londres, acabando paraplégica pelas violências policiais ; e a norueguêsa Elise Ottesen-Jensen que ousou declarar, em 1923, que “um filho deve ser desejado”, fundando, dez anos depois, o planejamento familiar suéco.

Emy Noether - Inventora da Álgebra moderna e do "Teorema de Noether".



Constance Lytton - Ativista britânica influente, escritora, oradora e defensora da Reforma Prisional, do Voto Feminino e do Controle de Natalidade.


Elise Ottensen-Jensen - Norueguesa, Educadora Sexual, Jornalista, e agitadora anarquista, cujo a missão principal era a luta pelo direito das mulheres a entender e controlar seu próprio corpo e sexualidade.




































quinta-feira, 4 de março de 2010

O que é a Ração Humana?????

A ração humana é um mix nutritivo composto por vários produtos naturais ricos em fibras, proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais. Este mix é muito importante para nossa saúde pois pelo menos em 1 refeição asseguramos praticamente todos os nutrientes necessários ao nosso organismo (a receita abaixo contém 12 produtos naturais).

Devido a todos entes componentes, ajuda no controle do colesterol e triglicérides, na regularização intestinal, na melhora da imunidade, na desintoxicação do organismo e consequentemente auxilia no emagrecimento (reduz absorção de gorduras), desde que se faça uma alimentação balanceada aliada à prática de atividade física.

A quantidade desse alimento (como qualquer outro) deve ser individualizada, pois as necessidades nutricionais e de calorias variam de pessoa para pessoa. Sempre é recomendado consultar um nutricionista.

Veja outros benefícios da RAÇÃO HUMANA:


.Aumenta o coeficiente metabólico e a eficácia na produção de energia.


.Lubrifica e regenera a flora intestinal.



.Ideal para prisão de ventre e acidez estomacal.



.Diminui os riscos de doenças cardiovasculares e arterioesclerose.



.Seu consumo regular favorece o controle dos níveis de açucar no sangue.



RECEITA DA RAÇÃO HUMANA





INGREDIENTES:



200g de fibra de trigo



200g de farelo de aveia



200g de gérmen de trigo



200g de farinha de linhaça



150g de leite de soja sem açúcar



100g de semente de gergelim com casca



100g de quinua/quinoa em flocos



50g de cacau em pó



50g de farinha de maracujá



50g de levedo de cerveja em pó



50g de guaraná em pó



50g de gelatina em pó ou agar-agar



MODO DE PREPARO: misturar todos os ingredientes e colocar em potes plásticos opacos ou em vidros bem fechados. Armazenar em local seco, arejado e ao abrigo da luz.

DICA DE USO: usar 3 colheres de sopa por dia deste mix no suco, iogurte, leite, vitamina ou com banana ou mamão amassados. Adoçar à gosto ( adoçante, açúcar mascavo etc.). A ração substitui o carboidrato como o pão, torrada etc., desta forma, pode ser usada no café da manhã ou lanche da tarde. Não deve-se esquecer de ingerir bastante água, em torno de 2 litros/dia (ao longo do dia). Para pessoas que apresentam pressão alta (hipertensão arterial) é interessante retirar o guaraná em pó.


ONDE COMPRAR: você pode comprar em pronta em lojas de produtos naturais ou através do site http://www.alternativanatural.com.br/.


OBS.: Se você optar por preparar os ingredientes em casa vai economizar bem mais do que comprando ela pronta! Esta receita rende 1,4 kg e para 1 pessoa consumindo 3 colheres de sopa/dia, dura por aproximadamente 47 dias (comprando estes produtos, dá para fazer a receita novamente com os ingredientes restantes e, desta forma, irá durar 90 dias ou 3 mêses – apenas a farinha de linhaça que será necessário adquirir novamente).

Érica Bertevello

Nutricionista

CRN-3 12281